Publicado por: Pedro Tavares | 24/07/2013

Questões para Estudo: Egoísmo, Caridade e Fé

Questões para estudo e reflexão a respeito dos temas estudados na aula do dia 21 de julho de 2013.

O Egoísmo

1. O que impede a prática da caridade pelos homens?

O egoísmo, que enclausura as pessoas em si mesmas, privando-as de se relacionar fraternalmente com o próximo.

“O egoísmo é a negação da caridade. Sem a caridade não haverá descanso nem segurança para a sociedade humana.”

2. O que é necessário para que a caridade seja melhor praticada na face da Terra?

É necessário que os homens se amem com mútuo amor, pois só o amor torna os corações sensíveis aos sofrimentos alheios.

“Se na Terra a caridade reinasse, o mau não imperaria nela; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado.”

3. O mal desaparecerá, um dia, da Terra?

Certamente que sim. Quando os homens melhor compreenderem as lições e os exemplos do Cristo e se compenetrarem da sua verdadeira função como cristãos, o mal desaparecerá da Terra, dando lugar à caridade.

“O Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse.”

4. De que forma podemos contribuir para a implantação do amor e a conseqeente destruição do egoísmo na face da Terra?

Começando por dar o exemplo, como fez Jesus, sendo caridoso para com todos, fazendo todo o bem que pudemos, inclusive àqueles que nos olham com desdém; tornado-nos, enfim, mais sensíveis às necessidades e sofrimentos alheios.

“Compreendendo o efeito danoso do egoísmo, iniciamos o nosso processo de reforma íntima, colaborando eficazmente para a melhoria da Humanidade.”

5. A ingratidão das pessoas não será obstáculo à nossa boa ação?

Não. A nós compete, unicamente, fazer o bem não importa a quem; a Deus, que sabe o que vai em nosso íntimo, fica o encargo de fazer toda a justiça.

“Jesus, ao nos dar a receita do amor, não estabeleceu limites nem condições para a sua prática.”

6. Qual o maior obstáculo que encontramos para a destruição do egoísmo em nós?

Nossos interesses e caprichos que, erradamente, sempre colocarmos acima dos do próximo.

“A satisfação desses interesses e caprichos ainda nos impede de reconhecer em nosso semelhantes criaturas que, como nós, aspiram à mesma felicidade.”

7. Como impedir que nossos interesses e caprichos falem mais alto?

Através do esforço próprio, muita coragem e tendo a norma cristã como inspiração para todas as lides cotidianas, aprenderemos a dividir o que temos com os nossos semelhantes.

“Ninguém vive para si: vivemos para nossos familiares, nossos amigos, nossos ideais etc.”

A Fé e a Caridade

1. Por que a fé é importante para manter entre os homens uma ordem social capaz de torná-los felizes?

Porque a fé nos conduz à caridade, desenvolvendo em nós o espírito de solidariedade, eliminando as divergências que tanto separam as criaturas.

“A fé constituí força motriz que impulsiona a caridade, em cujo trabalho o espírito se engrandece e alcança a plenitude da felicidade.”

2. por que é necessário o concurso da fé para a prática da verdadeira caridade?

Porque a prática desta exige muita abnegação e sacrifício de todo interesse deixa. A criatura crê porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu.

“A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura crer porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu.”

3. É licito ao homem procurar ocupar-se unicamente com a sua felicidade?

Não. Embora seja natural que o homem busque ser feliz, procurando vencer as vicissitudes da vida, ele só atingirá a perfeição e a felicidade na medida em que também se preocupar com a do seu semelhante, exercitando-se na caridade.

“Sem levar em conta as vicissitudes da vida, a diversidade dos gostos, dos pendores e das necessidades, é esse também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade.”

4. Podemos dizer que as dificuldades da vida estão vinculadas á falta de caridade?

Sim, e nela, unicamente, está a solução. Quando nos voltamos para o bem-estar do próximo, aliviamos nossas dores e concorremos para a paz social.

“A maior receita de fraternidade está contida na fórmula sagrada e imutável anunciada por Jesus no amai-vos uns aos outros.”

5. Como devemos encarar os gozos materiais?

Unicamente como meio de satisfação das necessidades orgânicas, portanto efêmeras. Encará-los como fim último é desprezar o real objetivo da vida terrestre: o aperfeiçoamento moral, único que encerra a verdadeira felicidade.

“Devemos utilizar os recursos e oportunidade de que dispomos, no mundo material, visando tão-somente á nossa melhoria e á do próximo.”

6. O que é necessário para sermos verdadeiros cristãos?

É necessário, tão somente, que sacrifiquemos o nosso egoísmo, nosso orgulho e nossa vaidade, em benefício do próximo.

“O verdadeiro cristão se distingue pelo muito que ama o seu próximo.”

 

Caridade para com os criminosos

1. Como fazer caridade a um criminoso?

Não lhe desejando mal, não julgando seus atos, visitando-o no presídio, levando-lhe uma mensagem que poderá conduzi-lo à regeneração.

“A violência é fruto do desamor, do egoísmo e da indiferença para com o próximo.”

2. O crime desaparecerá da Terra, um dia?

Sim. Quando os homens aprenderem a ser irmãos, obedecendo aos ensinos de Jesus, não estabelecendo diferença entre si e a ninguém desprezando. È com esta finalidade que estamos na Terra.

“Permite deus que entre vós se achem grandes criminosos, para que vos sirvam de ensinamentos.”

3. Como devemos considerar os criminosos?

São doentes da alma, como somos também, e irmãos nosso, criados, como nós, para a perfeição.

“Devemos orar com fé pelos criminosos, pois o arrependimento pode tocar-lhes o coração.”

4. Devemos expor a própria vida para salvar um criminoso?

Sim. Livrar um malfeitor da morte, além de constituir um ato de caridade, representa para ele uma oportunidade de reerguimento moral.

“Um homem verdadeiramente caridoso não se furta a dar sua própria vida por alguém, mesmo sendo por um malfeitor, pois este também é filho de Deus.”

5. A “morte” seria um bem para o criminoso?

Só a Deus cabe julgar. Mas podemos acreditar que, a partir do ato salvacionista, a vida do malfeitor poderia reformular-se para melhor, e conquistaríamos um amigo para a eternidade, disposto a ouvir nossas propostas renovadoras.

“Sem a caridade das almas nobres, o malfeitor demoraria muito mais para renovar-se.
Socorre-se um inimigo; deve-se, portanto, socorrer o malfeitor, que é o inimigo da sociedade.”

6. Pode um homem vir a se arrepender de seus atos pecaminosos se tiver, diante da morte iminente, a chance de ser salvo?

É possível, pois, nesse instante, o homem perdido vê surgir diante de si todo o seu passado, fazendo-o enxergar a chance de redimir-se vivendo mais algum tempo na recuperação renovadora.

“Ao salvar um malfeitor da morte, não devemos indagar se ele vai agradecer ou não; devemos seguir a voz do nosso coração.”

Fonte: Roteiro Sistematizado para estudo do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: