Publicado por: Pedro Tavares | Dezembro 25, 2008

Bilhete de Natal

Meu amigo, não te esqueças,
Pelo Natal de Jesus,
De cultivar na lembrança
A paz, a verdade e a luz.

Não olvides a oração
Cheia de fé e de amor,
Por quem passa, sobre a Terra,
Encarcerado na dor.

Vai buscar o pobrezinho
E o triste que nada tem…
O infeliz que passa ao longe
Sem o afeto de ninguém.

Consola as mães sofredoras
E alegra o órfão que vai
Pelas estradas do mundo
Sem os carinhos de um pai.

Mas escuta: Não te esqueças,
Na doce revelação,
Que Jesus deve nascer
No altar do teu coração.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Antologia Mediúnica do Natal. Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha. FEB.

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 30, 2008

Cenário

“Jesus nasceu em Belém da Judéia…” Mt 2,1

Estamos na Palestina.
Sob o domínio do Império Romano,
Um povo espera
A chegada do Messias…
Um movimento incomum
Por toda a parte
Precede os acontecimentos
Desses dias…

Estamos na Palestina,
Imenso vale
Entre o Mar Mediterrâneo
E o Rio Jordão.
Entre cedros, tamareiras e figueiras,
A noite faz vento e esfria,
Enquanto o dia
Faz calor e danação…

Estamos na Palestina.
Escribas, publicanos e fariseus,
Herodianos e saduceus
Convivem
Em aparente normalidade…

É chegada a hora
De cada um deles
Testemunhar
Um novo tempo para a Humanidade…

Estamos na Palestina.
Betânia, Jerusalém,
Cafarnaum, Tiberíades,
Nazaré, Caná, Belém,
Genesaré, Emaús…
Aproxima-se o momento
Em que esses nomes
Tornar-se-ão
O caminho de Jesus…

Estamos na Palestina…
É longa a história
Por acontecer…
Começa agora…
Jamais termina…
O Cordeiro de Deus
Está prestes a nascer…

Estamos na Palestina…

Luís Alberto Mussa Tavares 

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 30, 2008

Um Poema para o Natal

Durante o mes de dezembro, estaremos publicando neste blog poemas de autoria de Luís Alberto Mussa Tavares, publicados no livro “Um Poema para o Natal”, de 2005, Ed. Scortecci, em edição comemorativa do 70º aniversário da Escola Jesus Cristo (1935 – 2005).
Os poemas serão publicados segundo a ordem escolhida pelo autor, até o dia 25 de dezembro.

Prólogo

Aproxima-se o início da mais linda, triste e arrebatadora história de todos os tempos…

Movimentam-se Anjos entre aparições e sonhos…

Estudiosos, na distante Pérsia, percebem sinais que parecem harmonizar escrituras e conhecimentos astrológicos…

Roma odena imensos deslocamentos populacionais em seus domínios, que acabarão por revelar a pequena cidade de Belém para a humanidade e para a posteridade…

Legiões de Anjos Celestiais aguardam o instante de juntarem-se a rudes pastores em nome do Messias…

Soldados de Herodes estão prestes a cometer um infanticídio covarde e sem propósito…

É chegado o tempo de nossa história acontecer…

Estamos na Palestina…

Abra seu coração…

O Natal de Jesus está começando…

Luís Alberto Mussa Tavares

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 22, 2008

Um presente para Jesus

É de longa data o hábito de se presentear no Natal e muitos atribuem à vista dos Magos do Oriente o início desta tradição.

É muito entusiasmante o ato de presentar alguém.

Muitos nem sabem o por que de o ato de ofertar presentes os tornam mais jubilosos que o fato de recebê-los. É porque ao ofertar o nosso coração brilha. Ao brilhar o chakra do afeto, aluz é irradiada para todos os centors de energia do corpo, produzindo uma sensação de bem estar físico e psíquico. Aumenta serotonina e endorfina e diminui os impulsos simpáticos.

A sensação íntima de bem estar, com melhora de sintomas aparentemente pouco abordáveis e pouco tratáveis, como cefaléia tensional, fibromialgia, dor lombar, depressão, fadiga, etc. nos leva a gostar da experiência e a querer repetí-la.

Mas e para o aniversariante?
Algum presente? Não?

Dar presente é tão agradável qu eprecisamos ofertar algo que seja agradável a quem recebe e a quem oferece. Não podemos oferecer algo sabidamente indesejável pelo presenteado, assim como não podemos admitir oferecer algo o qual nos repugna.

Partindo destas premissas, questionamos:

O que nos daria alegria ao presentearmos Jesus? Que tipo de oferta podemos fazer ao nosso Mestre que nos faria mais felizes do que antes?

Algo material? Ou espiritual?

Do presente material poderíamos citar: roupas , sacolão outros gêneros?

Do espiritual, o melhor presente é um esforo para coibir em si mesmo as atitudes compulsivas. São os vícos, as obsessões de pensamento e ação que nos aprisionam e nos torturam.

Suprimí-los de nossa vida é um ato essencialmente da vontade e requer muito esforço, paciência e persistência. Subsitutuir um ato ou pensamento de caráter repetitivo é presente dos mais caros para presentear Jesus.

O que agrada a ele?

Se for presente material , Jesus pede: ” Tudo o que fizerdes a um destes pequeninos foi a mim que o fizestes.”

Então oferecer coisas materiais de utilidade aos necessitados do mundo é presentear a Jesus.

E reprimir más tendências de nossa alma, representadas por nossos atos e pensamentos compulsivos é da mesma maneira um presente que muto agradará ao aniversariante.

Flávio Mussa Tavares.
Dezembro de 2005.

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 16, 2008

Maria Zenith

16 de novembro de 2008.
Aniversário de Maria Zenith Pessanha,
Primeira Presidente da nossa Mocidade. 

“Oh! Bendito quem ensina,
quem luta, quem ilumina,
Quem o Bem e a Luz semeia!”
Castro Alves, “Parnaso de Além Túmulo”
.
Maria Zenith Pessanha nasceu em 16 de novembro de 1924.

“Para cá veio menina – 9 anos – receber, nas aulas, as luzes do Evangelho. Aqui permaneceu durante sua mocidade, como um dos elementos mais atuantes, multiplicando, na condição de professora e pregadora, os ensinamentos que recebeu.

Na Escola Jesus Cristo, atravessou a maturidade de sua existência: assídua, fiel, incansável.”

No Natal de 1972, já debilitada pela doença, “assistiu à pregação da Escola, abraçou e visitou amigos queridos, como se intuísse a despedida próxima.”

Desencarnou em 27 de dezembro de 1972, nesta cidade, deixando a todos um exemplo de grandeza espiritual.

Partiu como viveu: serenamente…

Publicado por: Flávio Mussa Tavares | Novembro 14, 2008

Entrevista com Clóvis Tavares

Wallace Leal Rodrigues entrevista Clóvis Tavares, autor de magníficas obras espíritas,
na Revista Internacional de Espiritismo, em 1968.

Clóvis Tavares e Chico Xavier

Clóvis Tavares e Chico Xavier

1. Clóvis, você assistiu a passagens importantes do Espiritismo em nosso país, além do depoimento que prestou sobre o médium mineiro, Chico Xavier…Entretanto a nossa primeira pergunta é a seguinte: Onde, quando e como se tornou espírita?

- Já que você se refere ao meu singelo depoimento sobre o nosso querido Chico, permita-me lembrar-lhe, caro Wallace, que acredito haver no “Trinta anos com chico Xavier” revelado, de escantilhão, o onde o quando e o como de minha adesão à nossa Doutrina Libertadora. Foi aqui em Campos, em 1935 e assim: Meu coração estava esmagado pelo mistério da morte – consinta-me usar as expressões tomadas ao meu livro sobre o venerável Xavier… Acabara de perder, assim o julgava na cegueira do meu materialismo, aquela que me fora noiva carinhosa e continua sendo o anjo tutelar de minha vida, Nina Arueira. Como uma folha na tempestade, deixara de lado livros e apostilas e voltava aflito, às inquirições de minha fé perdida, que ficara longe, esquecida entre as lembrqanças mais amadas de minha aldeia natal….Cria e não cria, mas queira crer…(…). Foi esntão que a mão de Deus, desceu cheia de piedade sobre minha dor. Companheiro amigo, talves do Crupo João Batista, me colocou na mão modesto folheto de difusão do Espiritismo. Quem fora ele? Virgílio Paula? Amaro Lessa? Bonifácio de Carvalho?Serafim de Almeida?Domingos Guimarães? Inicêncio Noronha?: …Minha maméira, também mortificada, não mais o identifica hoje. Mas que Deus o abençôe, perdoando-me a retentiva ingrata.
Não me esqueço, porém, do folheto abençoado, que numa página transcrevia uns poucos verso do Parnaso de Além Túmulo….
Aqui encerro a transcrição, Wallace, para dizer-lhe que a esclarecedora publicação transcrevia algumas quadras de Guerra Junqueiro, duas estrofes de Augusto dos Anjos e algumas outras de Castro Alves…Senti-os redivivos, vencedores do túmulo e da morte…AS fortalezas do meu ceticismo ruiam no mais íntimo de minha consciência.
Mais tarde, inúmeras mensagens de amigos e benfeitores espirituais, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, me trouxeram novos elementos à convicção, hoje inabalável, da imortalidade da alma.

2. Quantos livros tem publicados? Com qual estreou? Qual lhe deu maior prazer?

- Bem pequena e muito pobre é a minha bagagem, caro Wallace. Apenas dez volumes, quase todos de literatura infantil. O primeiro foi Sementeira Cristã, com carinhoso prefácio de Leopoldo Machado, iniciando a coleção de três, com o mesmo título, destinados à infância e a juventude espírita.
Não é nova, você sabe, a imagem que compara o livro a um filho…Quem escreve, naturalmente ama seus livros, qual pai o u mãe, ama os rebentos de sua carne. São eles também filhos do coração, do espírito. Para ser sincero, amo-os a todos, embora lembre como se fosse hoje, o nascimento do primeiro filhinho, o Sementeira Cristã. Recordo-me das palavras de carinho com que o saudoso amido, Dr. Gillon Ribeiro, o inolvidável presidente da Casa de Ismael, o apresentou nas páginas do Reformador. Comovem-me ainda hoje as expressões de bondade e estímulo com que o mesmo generoso benfeitor apresentou o terceiro volume da série Sementeira Cristã num extrato de catálogo da FEB na edição princéps de Nossa Lar, o magnífico livro-revelação de André Luiz…
Não posso fugir a uma referência especial à publicação de outro livrinho que me encheu o coração de contentamento, tais as doces recordações de Jesus de que ele está repleto. Trata-se de Histórias que Jesus contou, edição da LAKE. Às recordações das parábolas de Cristo juntam-se dois motivos fortíssimos de júbilo espiritual: o prefácio é de Emmanuel, recebido por Chico Xavier e as ilustrações do querdo Jô, nosso admirável Joaquim alves, a quem todos amamos…
Mas não posso esquecer a indefinível alegria que se misturou às silenciosas e humildes orações de um dia inesquecível, 29 de setembro. Foi nessa data, que recorda a desencarnação da generosa mãezinha de nosso chico, alma querida, que aprendemos a amar desde a leitura do Cartas de uma Morta, foi nessa data, no ano próximo passado 1967, que me chegou às mãos, lindamente vestido pelos cuidados artísticos de Joaqum Alves e dos irmãos Saraiva, em caprichosa Edição Calvário, o meu caçula (e que não ama com ternura especial um caçulê?)- o Trinta Anos com Chico Xavier…

3. Como e porquê se decidiu a escrever Trinta Anos com Chico Xavier?

- Sobretudo, pensando no futuro, meu caro Wallace. No mundo de contradiçõesm em que vivemos, creio que é simples dever, testemunhar a verdade que vemos, que sentimos e que nos felicita. A vida de Chico Xavier, a do homem e a do médium, sem dicotomia, é uma saga maravilhosa. Quem o conhece há trinta e dois anos, qual acontece comigo, sente irrefreável necessidade de dar aos seus contemnporâneos, e, por que não dizer?, também aos pósteros, um testemunho de consciência e de coração. Recordo-me de uma expressão de Fócion Serpa, autor de A Vida Gloriosa de Oswaldo Cruz, que Gastão Pereira da Silva recolheu em seu romance do grande sábio brasileiro: “Cada um de nós deve um livro a Oswaldo Cruz”…Penso em você, Wallace, penso em Jô, em Peralva, no Arnaldo Rocha…penso que cada um de nós deve um livroa Chico Xavier. Foi por assim pensar e por bem sentir que escrevi, com alma e coração, meu singelo documento de provas vivas da imortalidade, o Trinta Anos com Chico Xavier.

4. Armazenando tantas lembranças formosas, qual acha Você que foi o maior momento de sua vida como espírita?

- Difícil resposta, caro Wallace … Realmente, como diz Você, minha lma tem armazenado formosas lembranças, além de dádivas preciosíssimas, na pauta da divina misericórdia. Cada uma dessas recordações inesquecíveis, cada gesto de compaixão do Alto tem profundo significado par aminha alma sem méritos…Foram assim, muitos momentos de ventura espiritual que tenho experimentado. O reencontro com antigas e abençoadas amizades do passado sempre constitui para mim um ponto alto de indefiníveis emoções…A paisagem de Pedro Leopoldo, com todo o conteúdo espiritual da missão de nosso Chico, traduz para o meu coração um momento de Vida Eterna…
- Leonardo da Vinci nos fala da alegria de compreender. Junto de tantas almas bondoas que tem felicitado minha vida, com a exemplaridade de sua existência, venho conhecendo, mais e mais, e a alegria de sentir a beleza inefável da Doutrina Espírita qual força transformadora de nossos espíritos, impulsinonado-nos para o conhecimento elevado e, acimda de tudo, para o Amor de Deus com o serviço ao próximo.
Sempre que consigo experimentar essa alegria do sentir maior que a de Da Vinci, considero-me nos melhores momentos de minha vida.

5. O que acha de mais significativo no Espiritismo no Brasil?

Aquela admirável mensagem do Espírito de Verdade, que Allan Kardec incluiu em O Evangelho Segundo o Espiritismo, recomenda-nos: ” Espíritas, amai-vos, este o primeiro mandamento, instruí-vos, este o segundo.”
O que mais me encanta, o que mais significativo me parecebrilhar no trabalho missionário da Terceira Revelação na Pátria do Evangelho é justamente esta ânsia, este desejo de cumprir os dois ensinamentos do Espírito de Verdade. Desde os centros mais cultos, das maiores e mais veneráveis instituições espíritas até os mais modestos templos e cenáculos do interior do Brasil, já se nota, Deus louvado, o santo desejo de fazer da Doutrina Espírita um movimento de educação espirtual que não dispensa oexercício do amor cristão e da caridade legítima. Essa aliança do livro espírita e da fratenidade evangélica em nossas instituições doutrinárias me parece o que há de mais belo e de mais significativo no Espiritismo em nossa pátria.

6. Excluindo Chico Xavier, qual o vulto espírita que mais o impressionou? Por que?

Caro Wallace, permita-me que pluralize a resposta. Além do nosso grande Chico Xavier, honro-me e alegro-me por Ter conhecido pessoalmente grandes ebelas almas que dignificaram com o seu apostolado de amor a seara do Espiritismo no Brasil. Reporto-me àquelas que já se promoveram ao Mundo Maior e às quais sou agradecido pelas lições espirtuais que me comuincam: Dr. Guillon Ribeiro, Manuel Quintão, Prof. Cícero Pereira, Leopoldo Machado, Inácio Bittencourt, Virgílio Paula, Bonifácio de Carvalho, Dr. Camilo Chaves, Dr. Carlos Lomba, Dr. Lins de Vasconcelos, Antônio Sampaio Júnior, D. Marília Barbosa, José Cândido Xavier, Vinícius, Francisco Spinelli, a poetisa Maria Dolores e muitos outros…Teria qe apresentar outra grande lista de companheiros e amigos encarnados, se quisesse ou pudesse expressar-lhes, desse modo, meu profundo reconhecimento e a mais viva admiração.

7. O que Você acha que está errado no Espiritismo no Brasil?

Evidentemente há falhas, maiores ou menores, no esforço de nossos seareiros de nossa dourina no Brasil. Sou entretanto, dos que admitem que, de modo geral, todos se empenham, dentro de suas possibilidades, em oferecer o melhor em termos de nossa realizações doutrinárias.

8. Como intelectual, quais são as obras espíritas que levaria com Você, se fosse para uma ilha deserta?

Além das coleções de Kardec e Francisco Cândido Xavier, se possível completas, não esqueceria Ensinos Espiritualistas, de Stainton Moses; O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis; O Espírito Consolador, de P. Marchal e Elucidações Evangélicas, de Saião.

9. Quando foi que ouviu falar de Cairbar Schutel? Tem dele alguma lembrança mais especial?

Quem me deu as primeiras notícias sobre Cairbar Schutel, e com os louvores ao apóstolo de Matão, também informes de Batuíra e Eurípedes Barsanulfo, foi meu amigo e saudoso benfeitor Virgílio Paula, um cristão de corpo inteiro que viveu e exemplificou o Evangelho em Campos. Fiquei, assim, conhecendo, desde a minha iniciação nbo Espiritismo, algo sobre esses valorosos missionários da Terceira Revelação.
Ao iluminado coração de Cairbar Schutel, devo o ntendimento d emuitas lições evangélicas, carinhosamente estudadas nos seus primorosos livros Parábolas e Ensinos de Jesus, Vida e Atos dos Apóstolos e O Espírito do Cristianismo, além da querida Revista Internacional de Espiritismo.

10. Está elaborando alguma obra nova? Que planos faz para o futuro?

Sim, caro Wallace. Estou em vias de conclusão de um novo trabalho, talvez quase um documentário, a respeito do vasto e inegável acervo de fenômenos espíritas no seio da Igreja Católica e por esta, certamente testemunhados. Intitula-se Mediunidade dos Santos, onde ofereço aos nossos irmãos espiritistas e católicos, os fatos mediúnicos, irrefutáveis e autênticos, que se desenrolaram na existência dos grandes heróis da fé cristã, em todos os tempos e latitudes. Acredito que os grandes e verdadeiros santos, não foram senão médiuns fiéis e veneráveis, instrumentos do alto, engajados no grande esforço de extensão do Reino de Deus em nosso mundo rebelde e angustiado…
Quanto a planejamentos para o futuro, querido Wallace, digo-lhe que entrego a Deus, meus sonhos silenciosos. Se ele me conceder, vida e saúde, espero poder continuar cooperando, embora muito pobremente, no serviço do livro, para usar a feliz expressão de Emmanuel…

Publicado no livro “Sal da Terra”, de Clóvis Tavares.
2005. Editora  Scortecci, São Paulo – SP.

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 13, 2008

Uma Psicoterapia de João

Prefácio do Livro “João Batista”, de Clóvis Tavares.

João Batista, de Clóvis Tavares

João Batista, de Clóvis Tavares

João Batista não é um Revelador como Moisés e Jesus, mas pode-se ser considerado o portador da Inter-Revelação. Por inter-revelação, entende-se uma preparação para a nova Revelação.

É preciso que se entenda que o ensino de Jesus é uma ruptura tão grande com a antiga ética, que se fazia necessária uma etapa prévia. Essa inter-revelação já havia sido prevista pelo Profeta Malaquias: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;” (Ml 4:5)

Se a missão de João Batista é uma inter-revelação, entre que revelações ela está situada? Está justamente entre a Revelação Mosaica e a Revelação Cristã. E há um interregno de 1500 anos entre estas, com grandes mudanças culturais, políticas, sociais, psicológicas e até mesmo espirituais. Jesus aproximava-se paulati-namente da atmosfera terrestre, que gradativamente passava a respirar novas possibilidades.

No decorrer destes quinze séculos, surgiu Elias, que pregou o arrependimento. E ele mesmo reencarnado como João, contemporâneo de Jesus e seu parente, conclui brilhantemente a preparação dos caminhos do Senhor.

E em que consiste a sub-revelação intermediária?

Em primeiro lugar, não é uma revelação, pois tem caráter de alicerçar psicologicamente as mentes para a verdadeira mudança radical, que é a ética cristã. Como outrora Moisés fizera, ele apenas conduz o seu povo para uma terra prometida.

A distância psicológica entre o decálogo recebido por Moisés e o Sermão do Monte pronunciado por Jesus só poderia ser entendida se o público alvo passasse por uma espécie de psicoterapia.

É a Psicoterapia de João. Sua presença magnética favorecia a confissão e a reestruturação psíquica dos que entendiam a sua mensagem.

É necessário em nossos dias, mais que em qualquer época da humanidade, um processo psicoterápico para uma humanidade cercada de transtornos psíquicos de toda ordem. Possivelmente, uma terapia psicológica pelo método de João Batista, fosse muito bem sucedida nos chamados transtornos compulsivos.

Certa vez, fui convidado por um amigo para participar, como palestrante espírita, de um encontro aberto dos familiares de Alcoólicos Anônimos. Durante a minha breve comunicação, recordei que João Batista incentivava seus “pacientes” a fazer um inventário moral antes do batismo de água, semelhante ao que fazem os grupos de ajuda mútua anônimos. Disse então, que se eles não tinham um patrono espiritual, que poderiam escolher a João Batista, pois o inventário moral é o método de João.

Tenho lido muito a respeito de João Batista. Entretanto, confesso que nunca estive diante de nada tão profundo e completo quanto os textos ora apresentados.
Trata-se de um texto de 1940, publicado na Escola Jesus Cristo, visando apenas o público interno. Reproduzimos, assim, A Vida de João Batista, de Clóvis Tavares, editado há mais de 60 anos e jamais reeditado.

O outro texto é uma palestra de meu Pai, Clóvis Tavares, pronunciada num domingo, 24 de junho de 1979, dia de São João Batista, na nossa Escola Jesus Cristo. Foi uma palestra gravada pelo nosso irmão Rubens e entregue a minha Mãe, logo após a desencarnação de meu Pai.

O intervalo entre os dois textos é de cerca de 40 anos.

Nestes quarenta anos, a vida de meu Pai também mudou em muitos aspectos. Houve mudança etária, biológica, social, psicológica, estado civil, paternidade, muitas aflições humanas… Apenas uma coisa permaneceu e fortaleceu-se: a sua Fé. A vida de meu Pai, em muitos aspectos assemelha-se à humildade e à fortaleza de João Batista.

Até mesmo a conversão de meu Pai teve um período preparatório. Num período inicial, ele pertenceu ao Grupo João Batista. E o Grupo João Batista, mais antigo que a Escola Jesus Cristo, batizou-a, isto é, introduziu-a no cenário espírita de Campos dos Goytacazes na década de 30. Quando a Escola Jesus Cristo começou a crescer, o Grupo João Batista, à semelhança da humildade de seu patrono, resolveu diminuir para que a Escola de Jesus crescesse. E enviou à Escola Jesus Cristo os seus freqüentadores, os seus palestrantes, sua experiência, a sua história.


Um evento histórico protagonizado por dois gigantes espirituais é recapitulado dois milênios depois por duas instituições que, sem nenhuma premeditação, têm os dois gigantes espirituais como patronos: João Batista e Jesus Cristo.

João Batista alegrou-se com a presença de Jesus desde o tempo em que estava no ventre de Isabel. E certamente, foi ele quem produziu em sua Mãe, Isabel, o fenômeno de segunda vista relatado por Lucas. Isabel, sentindo seus movimentos, teve a intuição da presença do Salvador e proclamou sua intuição para a posteridade.

Espero que estas páginas a todos possam suscitar os frutos esperados, do arrependimento, da preparação para uma nova etapa psicológica, de uma depuração de caráter, de padrão mental e de renovação espiritual para, finalmente, estarmos aptos a entender a mensagem de Jesus.

Flávio Mussa Tavares
Campos, 27 de outubro de 2008
73 anos da fundação da Escola Jesus Cristo

Read the preface of John Baptist,
from Clóvis Tavares, in english, here

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 8, 2008

Carlos Chagas

Carlos Chagas

 

Há 74 anos, desencarnou Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, ou simplesmente Carlos Chagas. Médico e sanitarista, nasceu em 09 de julho de 1879, em Oliveira – MG. Aos 4 anos, perdeu o seu pai, José Justiniano Chagas.

Em 1897, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Depois de formado, conheceu Oswaldo Cruz, a quem muito admirava.

Responsável por um trabalho único na história da medicina: descobriu o agente causador de uma doença e o batizou de Trypanossoma cruzi, em homenagem a Oswaldo Cruz. Além de descobrir e estudar o protozoário causador da doença, ele descreveu as características da moléstia e ainda descortinou a importância social da nova doença, entre as endemias que assolavam o país.

“O descobrimento desta moléstia constitui o mais belo exemplo do poder da lógica a serviço da ciência. Nunca até agora, nos domínios das pesquisas biológicas, se tinha feito um descobrimento tão complexo e brilhante e, o que mais, por um só pesquisador,” diz Oswaldo Cruz.

Sua obra, porém, não se restringiu à doença de Chagas. Foi o primeiro a descrever as lesões da medula óssea na malária, descobriu novos e importantes transmissores e revolucionou sua época ao afirmar que a malária era uma infecção domiciliar, o que provou posteriormente com o sucesso de suas campanhas.

Após a morte de Oswaldo Cruz, em 1917, Chagas assumiu a direção do Instituto de Manguinhos. No ano seguinte, foi chamado pelo governo brasileiro para chefiar a campanha contra a epidemia de gripe espanhola, que assolava o Rio de Janeiro. Em seguida foi encarregado pelo presidente Epitácio Pessoa de elaborar um novo código para a Saúde Pública. O novo regulamento, uma segunda reforma sanitária, foi aprovado em 1919 e entrou em vigor a partir de 1920. Criava o Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), em substituição à antiga Diretoria Geral de Saúde Pública, responsável pelos serviços sanitários terrestres, marítimos e fluviais e pelos serviços de profilaxia rural.

Designado chefe do DNSP, criou diversos serviços especializados de saúde, como o de higiene infantil, de combate às endemias rurais, à tuberculose, à hanseníase, às doenças venéreas. Criou ainda escolas de enfermagem e estabeleceu a formação de médicos sanitaristas. Em 1925 foi nomeado professor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Lá, criou a cadeira de moléstias tropicais e estabeleceu as bases do estudo de higiene em nosso país. Além disso, Carlos Chagas representou o Brasil em vários comitês internacionais, principalmente como membro permanente do Comitê de Higiene da Liga das Nações.

Ao desencarnar, Chagas assume o pseudônimo de André Luiz, e comunica-se através do médium Francisco Cândido Xavier, pelo qual escreveu uma série de livros que levantam um véu para nós sobre como é a vida no plano espiritual. Seus livros são constantemente prefaciados por Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier.

No prefácio do livro “Nosso Lar”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, Emmanuel apresenta o amigo André Luiz e fala sobre espiritismo, espiritualismo e espiritualidade.

Novo Amigo
Prefácio do livro “Nosso Lar”

“Os prefácios, em geral, apresentam autores, exaltando-lhes o mérito e comentando-lhes a personalidade.

Aqui, porém, a situação é diferente.

Embalde os companheiros encarnados procurariam o médico André Luiz nos catálogos da convenção.

Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor. Para redimirmos o passado escabroso, modificam-se tabelas da nomenclatura usual na reencarnação. Funciona o esquecimento temporário como bênção da Divina Misericórdia.

André precisou, igualmente, cerrar a cortina sobre si mesmo.

É por isso que não podemos apresentar o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade.

Por trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou despojar-se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão. Os que colhem as espigas maduras, não devem ofender os que plantam a distância, nem perturbar a lavoura verde, ainda em flor.

Reconhecemos que este livro não é único. Outras entidades já comentaram as condições da vida, além-túmulo…

Entretanto, de há muito desejamos trazer ao nosso círculo espiritual alguém que possa transmitir a outrem o valor da experiência própria, com todos os detalhes possíveis à legítima compreensão da ordem que preside o esforço dos desencarnados laboriosos e bem intencionados, nas esferas invisíveis ao olhar humano, embora intimamente ligadas ao planeta.

Certamente que numerosos amigos sorrirão ao contato de determinadas passagens das narrativas. O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra, anos atrás, quando se lhe falasse da aviação, da eletricidade, da radiofonia?

A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de todos os aprendizes que ainda não passaram pela lição. É mais que natural, é justíssimo. Não comentaríamos, desse modo, qualquer impressão alheia. Todo leitor precisa analisar o que lê.

Reportamo-nos, pois, tão somente ao objetivo essencial do trabalho.

O Espiritismo ganha dilatada expressão numérica. Milhares de criaturas interessam-se pelos seus trabalhos, modalidades, experiências. Nesse campo imenso de novidades, todavia, não deve o homem descurar de si mesmo.

Não basta investigar fenômenos, aderir verbalmente, melhorar a estatística, doutrinar consciências alheias, fazer proselitismo e conquistar favores da opinião, por mais respeitável que seja, no plano físico. É indispensável cogitar do conhecimento de nossos infinitos potenciais, aplicando-os, por nossa vez, nos serviços do bem.

O homem terrestre não é um deserdado. É filho de Deus, em trabalho construtivo, envergando a roupagem da carne; aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar-se. A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro.

O intercâmbio com o invisível é um movimento sagrado, em função restauradora do Cristianismo puro; que ninguém, todavia, se descuide das necessidades próprias, no lugar que ocupa pela vontade do Senhor.

André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração.

Guarde a experiência dele no livro dalma. Ela diz bem alto que não basta à criatura apegar-se à existência humana, mas precisa saber aproveitá-la dignamente; que os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e que, em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do Espiritismo e do Espiritualismo, mas, muito mais, de Espiritualidade.

Emmanuel
Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1943.”

Nosso Lar - O Filme

Publicado por: Pedro Tavares | Novembro 2, 2008

Eles vivem!

Campos dos Goytacazes,
02 de novembro de 2008.
Dia de Finados.

Irmãos, neste dia em que rememoramos os nossos queridos companheiros de vida terrena que não mais se encontram a caminho conosco, recebamos enorme conforto: eles vivem! As verdades eternizadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, que venceu a morte, alegram os nossos espíritos. Ele nos mostrou que mesmo após a morte do corpo físico o espírito continua vivo.

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. 0 Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc, 23:39-43)

Quando proferiu estas palavras na cruz, Jesus não só testemunhou a imortalidade da alma, como também afirmou que após a morte, os espíritos continuam trabalhando, uma vez que o paraíso é um lugar de trabalho. “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (Jo, 5:17).

É compreensível que nos entristeçamos com a perda de um ente querido. Afinal, o próprio Cristo chorou a morte de Lázaro, ao sentir compaixão pelo sofrimento de Marta e Maria, mesmo sabendo que minutos depois  Lázaro estaria vivo novamente. A distância daqueles a quem amamos poderá nos fazer sentir saudades. “A Saudade é o Metro do Amor” (Clóvis Tavares). Mas tenhamos esperança de que o reencontro será breve. “A morte é simples mudança” (Carlinhos).

Leiamos abaixo a uma confortadora mensagem de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier.

Eles vivem

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles não morreram. Estão vivos. Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo. Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação. Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulastes no auge da amargura. Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrima quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque. Pensa neles com a saudade convertida em oração. As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas na vida.

Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-á contigo por infatigáveis zeladores de teus dias. Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária. Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material…

Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.

Emmanuel
Psicografada por Chico Xavier

Publicado por: Pedro Tavares | Outubro 27, 2008

A Escola Jesus Cristo faz 73 anos

Clóvis Tavares e Pietro Ubaldi

Clóvis Tavares e Pietro Ubaldi

Campos dos Goytacazes, 27 de outubro de 2008,
73º aniversário da Escola Jesus Cristo.

Nesta noite iluminada, em nossa Escola Jesus Cristo, estivemos juntos para comemorar o seu 73º aniversário. Escutamos belíssimos hinos cantados pelo Coral Virgílio de Paula e as palavras de lembranças de nossos irmãos Rubens, Flávio e Celso.

Em 27 de outubro de 1935, Clóvis Tavares fundava, com apenas 20 anos de idade, a Escola Infantil Jesus Cristo, que funcionava na casa da mãe de Nina Arueira, dona Maria da Conceição. Dedicava os domingos a ensinar o Evangelho do Cristo para as crianças. No entanto, os pais daquelas crianças começaram a se encantar pelas interpretações do Evangelho feitas por aquele jovem, e a nossa Escola cresceu. Deixou de ser Escola Infantil, para tornar-se apenas “Escola Jesus Cristo”.

Em 13 de abril de 1984, desencarna Clóvis Tavares, após 49 anos de dedicação à Escola Jesus Cristo. Apenas no dia 29 de novembro do mesmo ano, Chico Xavier recebe uma mensagem de Clóvis Tavares para sua querida esposa Hilda. Nesta mensagem, Clóvis revela que no último 17 de outubro havia sido levado por espíritos amigos à Escola Jesus Cristo fundada no plano espiritual, fato que até então não tinha o conhecimento. Clóvis soube, então, neste dia, que a Escola Jesus Cristo havia sido fundada na cidade de Nosso Lar, por Nina Arueira, em 17 de outubro de 1935, dez dias antes da fundação de sua filial em Campos dos Goytacazes.

Nesta linda noite de segunda-feira, sentimo-nos emocionados ao nos lembrarmos da história de nossa querida Escola Jesus Cristo, que é para nós o caminho que nos leva ao Pai. Precisamos nos recordar dessa história, para que possamos agradecer a Deus pela existência de Clóvis Tavares e Nina Arueira, a quem devemos ser gratos sempre, por nos ter deixado a Escola Jesus Cristo, que nos traz tanto conforto ao coração e acima de tudo, oportunidades de trabalho na Seara do Cristo.

Na fotografia acima, vemos Clóvis Tavares, bastante jovem, ao lado de Pietro Ubaldi, em sua visita ao Brasil, no ano de 1951.

Para traduzir os nossos sentimentos nesta noite tão especial, eis um trecho do poema “A Casa”, de Olavo Bilac:

“Ama esta casa! Pede a Deus que a guarde,
Pede a Deus que a proteja eternamente!
Porque talvez, em lágrimas, mais tarde,
Te vejas, triste, dessa casa ausente…”

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