Do alto da Tribuna, a voz vestida
De anjo, de guardião, de estrela guia,
Falando da morte como quem vida,
Falando em prosa como quem poesia…
Do alto da Tribuna, a voz temida.
A multidão silenciava e ouvia.
Nem medo nem rancor, a voz… Despida
De preconceito, de hipocrisia…
Do alto da Tribuna, como um raio.
Dali do alto como num ensaio
Para a outra vida que o aguardava…
Do alto da Tribuna, como um mito.
Dali do alto sempre. Como um rito.
Era dali que ele nos encantava.
Luís Alberto Mussa Tavares.
13 de abril de 2005.
Homenagem ao seu pai, Clóvis Tavares, no 21° aniversário de sua desencarnação.
